As minhas Personagens...

Apesar das várias assinaturas..., as palavras são todas da minha autoria.







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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Andar sobre uma linha de papel

Descobrir cada pedaço de ti,
Apaixona-me cada vez mais;
Não é apaixonar-me por ti,
É querer-te em dias banais...
(Será?)
É sentir-te mais que os demais,
É pensar-te mais que outros que tais...
É, apesar de tudo, sentir que
Sobretudo, se eu não sair daqui
Tu também não sais...
Só sei apenas que me perco em ti, demais...
E que me encontro de novo quando voltas e já não vais...

Eu já não sei se te desejo ou quero...
Não percebo se não me esforço ou esmero
Por te encantar, mais do que te encantas,
Se é do teu olhar ou das conversas com que me cantas...
Será que me apaixonei de novo como em outras tantas...?

Ter-te só para mim no nosso momento é tão bom...
Pensar se tens além de mim alguém com quem...
Dá-me que pensar, mas desligo e ligo um som...!
Não quero saber disso, não me sabe bem o tom...

Pensamentos íntimos sem compromisso
Com a realidade, por serem apenas isso...
Sonhos, saudade, vontade, esquisso...
Não tos conto, por serem só meus...
E será mesmo? Ou serão também teus?

Desmanchas-te com uma possibilidade
Que me confunde e enfraquece
E deixas-me sem reacção,
Sem palavras nem capacidade... esquece...
Não brinques com a minha sanidade... isso enfurece.
Não se escreve o que não se promete.

Ofélia Castro, 2010

Lis linda!

Lisboa, que sou tua,
Desde que em ti nasci
E tu, que és minha
Desde que te conheci...
Lisboa! Tão boa
Que nos levas até a ti,
Tu que tens vida própria
E não somente
A nossa vida por si!
Oh Lisboa vida!
Dás-nos a vida
Que tens aí?
Essa luz que tens
Noite e dia?
Essa harmonia que vem
Até aqui?
E dás-me essa voz...?
Essa que trazes a mim?
Lisboa, que és tão grande,
Que ninguém sabe
Onde fica o teu fim.
Leva-me pelas tuas belas
Ruas e becos...
Veste-me com essa paleta,
Conta-me todos os teus segredos...

Diana Estêvão, 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Desejo . . .

Para começar... gosto de saborear...
Como que uma introdução...
Preparar um desenvolvimento...
Sem pensar muito na conclusão
...
Deixar-me no teu pensamento
Sem ocupar espaço no coração.


Então olho-te... e o teu olhar não me mente.
Queres aquilo que eu quero
E o que quero é tão somente:
Seguir pelo teu corpo,
Como se fosses mar...
Devorar as tuas ondas, fazer-te suar...
Comer-te vigorosamente e
Saborear o teu sal...

Quero passar as minhas mãos frias
Pelo teu pescoço e costas quentes.
As minhas mãos vazias,
Desejo enchê-las com o teu corpo... Sentes?...

Quero arrepiar-te essa pele suave
E fazer-te excitar...
Beijtar-te todo num momento
E num instante deixar-te a desejar...

Agora que já provei esses lábios,
Agora que já conheço o vosso sabor,
Quero descobrir melhor a tua pele -
Que não conheço o cheiro nem cor...
Deslizando os meus lábios por ti,
Num misto de intensidade e calor.
...

Desejo lamber-te, arrepiado de prazer
...

E ouvir-te respirar - arfando - cheio de querer...
Sentindo o que sinto, numa vontade imensa
De te comer.

2010

Envolvência

O nosso tempo acabou por hoje
Mas os nossos desejos continuarão,
A acção termina agora, vais pra longe,
Leva o teu coração...
Continua, não olhes para trás,
Sintas o que sentires, vai,
Está na hora de partires...

Deixo-te sem vontade de te largar,
Mas tenho que ser assim, frio,
Para não te convencer a ficar...
Tenho que ser um pouco distante
Para não te conquistar o vazio...

O nosso pecado secreto é maravilhoso
É subtil e desejoso... Dá-me mais de ti...
Dá-me o que queres dar,
Não te prives de ter o que em ti é querer...
Dá-me ar, dá-me ar!
Dá-me mais deste pecado que me mata de prazer...
Faz-me arfar... de tanto te amar...

Sua em cima de mim, geme por mim,
E faz-me este homem completo que vez aqui...
Continua assim... aqui, por mim, por ti...
Conta-me como te sentes, eu gosto de ouvir-te,
Toca-me e envolve-me, eu gosto de sentir-te...
Fala-me de ti, dos teus receios,
Dos teus sonhos, quero saber definir-te...

Mas não me ames com a mente,
Ama-me com o corpo e emoção;
Quem mais se nega mais mente,
E eu não te quero a amar-me com o coração...
Mas posso ser a tua maior paixão...
E deixemos o amor para outra dimensão...
Devora-me com paixão..., só com paixão.


Mateus Marques, 2010

Tentação . . .

Tu. Sim, tu.
Tentação que me tentas
E tentas consumir-me...
Consomes-me nos pensamentos
Nos sonhos, nos movimentos,
Nos segredos meus, teus...
Em todos os momentos
Consomes-me a alma e o corpo
Comes-me a pele, ossos,
Os olhos, o cabelo
A minha imagem de
Alto a baixo
Parando no meio e reinventando
Pelo meu corpo abaixo soando, tu tentação,
Paixão que comes e não entornas,
Tu, que somes e somas
Mais desejos e fomes...
E consomes-me com a tua ausência,
Tendência para a cobiça,
Egoísmo de não querer partilhar
Nem querer deixar.
Partes-me em mil bocados e
Provas, comes, deixas sobras, para ti
Quando voltares.
Deixa-me tentação mas nunca me deixes...
Quero-te mas odeio-te
Deixo-te mas tenho-te.
Desejo-te mas repeli-te...
Tenho-te mas fujo-te...
Volto e como-te tentação,
E deixo-te devorares-me com paixão,
Como um osso se deixar devorar por um cão.
Vai, mas volta,
Vai-te, mas vem-te,
Sai, mas entra-me.

Amélia Rosa, 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Hoje mais do que nunca

Hoje quis-te;
Desejei-te.
E mais uma vez fiquei-me,
Retive-me,
Contive-me,
Olhei-te.
Não te beijei
Nos sítios que quero;
Não te abracei
Da forma que me deu vontade...
Não te tive, mas quis-te...
E hoje...,
Hoje quis-te muito.

OFÉLIA CASTRO, 2010

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Para quem visitar o meu espaço, não se esqueça que o último texto da página foi o primeiro a ser colocado e que entre os primeiros e últimos textos, há sempre uns pelo meio... Digo isto porque quando leio um blog, tento perceber se há algum texto que me agrade, sem deixar que os primeiros, os últimos ou os do meio me repulsem... Aqui, há textos para todos os gostos.