As minhas Personagens...

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tal como no Stop motion


O Stop motion é como a vida... E ainda mais como os momentos que temos nela. Juntam-se fotos após fotos, frames sucessivos de sentimentos e matéria que, ao fim de uns milhões de imagens nos permitem ver um filme fluído. E assimilamos muito melhor as coisas que aconteceram quando fazemos o stop motion desses momentos ou mesmo o stop motion da "nossa" vida. Porque na verdade, cada foto, individualmente - por vezes - não nos diz nada. Porque numa foto não vemos a anterior nem a seguinte só vemos aquela. E aquela poderá não dizer tudo.
Engraçado como o stop motion pode ser como os momentos da nossa vida... Que só os interpretamos melhor/bem quando os vemos em sucessão... Aí percebemos muita coisa que não havíamos entendido ou não quisemos dar atenção quando era só uma vez, quando era só um momento... um frame.
A quantidade faz a ideia, a quantidade faz o sentido... e a sucessão faz o raciocínio correcto.
Mas há também a manipulação do real - que é interessante como também se adequa à nossa forma de vida. Neste vídeo tal como na nossa vida, há manipulação de imagens reais, de momentos... E nós manipulamos o real, para que nos pareça à medida das nossas expectativas.
Porque o stop motion não bastou para compreender e agradar, quiseram manipular o existente, adequando às expectativas, desejos e objectivos... e metas. O stop motion faz-nos compreender se não estivermos satisfeitos com o que compreendemos e depreendemos..., faremos então uma manipulação do que temos... para por vezes, nem convivermos com o real que descobrimos...
É assim na nossa vida. Tal como no stop motion.
Criamos histórias.

Diana E. _21 Fev. 2011

Música: Laura Jansen - Single Girls

sábado, 12 de fevereiro de 2011

«Não te negues»

O Sol nascia
E os raios da lembrança
Iluminavam aquele sentimento...
Via-te no horizonte que os meus olhos criavam.
Lembrei a tua presença daquela manhã fazia d'outrora...
Lembrei a nossa dor.
A minha, de gostar de ti...
A tua, de não sentires nada por mim.

Passados anos dessa breve adolescência
Lembro com carinho e nostalgia a minha luta
Pela tua conquista.
A vida não me quis oferecer sequer a tua paixão.
Segui, mas ainda penso muito em ti.
(Não da mesma forma.)
Lembro-me sempre da teoria de alguém
Que um dia disse
Que "A esperança é a ultima a morrer"
E da minha que diz que:
Ela só morre com quem amamos.
E por isso às vezes ainda penso que...
«Bem... Ainda cá estamos...!»

Não sei que me fizeste..., que
Quando te vejo ainda acelero o coração.
Devo sentir vergonha?

Vejo cada vez mais longe qualquer
Possibilidade tosca de alguma vez,
Sequer,
Provar os teus lábios.
Sinto que já não sinto por ti;
Mas sinto que ainda me minto,
Se disser que nada me dizes.

Naquela muralha de pedra clara
Lembro-me de observar-te a voar de bicicleta
Depois da tua doce sinceridade
De me negares... Quando,
Curiosamente,
Todos me queriam
E eu escolhia-te exactamente a ti que nem um desejo sentias...

O sol pôs-se... Viste?
Deliramos. Afinal, não somos assim tão diferentes.
Nem eu tenho tantos defeitos como em tempos desenhaste.
E não pretendo jamais que
Tenhas pena de mim.
No entanto também não te admito
Dúvidas sobre a seriedade do que senti.
Especulações sobre um possível amor de verão
Que esses, como citaste
"(...)Enterram-se na areia da praia"
Nem tão pouco suporto um afastamento
Por desconfiança de nova fraqueza minha.

Algures li que "não se ama o mesmo homem duas vezes".
Por isso só há duas hipóteses...
Ou nunca cheguei a amar-te,
Porque nunca me deste o prazer de o chegar a sentir...
Ou nunca deixei de te amar
O que na verdade me parece improvável.
(Digamos que algo em ti mexe comigo.)
Ou então esta teoria é mentira
E podemos amar quantas vezes quisermos a mesma pessoa.
Ou então "o amor tem razões que a própria razão desconhece".

Ofélia Castro





http://www.youtube.com/watch?v=rBzcOUOY5YY

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Para quem visitar o meu espaço, não se esqueça que o último texto da página foi o primeiro a ser colocado e que entre os primeiros e últimos textos, há sempre uns pelo meio... Digo isto porque quando leio um blog, tento perceber se há algum texto que me agrade, sem deixar que os primeiros, os últimos ou os do meio me repulsem... Aqui, há textos para todos os gostos.