As minhas Personagens...

Apesar das várias assinaturas..., as palavras são todas da minha autoria.







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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Carta de Apresentação

Nasci Casulo, mas ao estilo Caixa de Pandora.
Vim até onde estou para ser Borboleta.
Tudo o que enfrentei e enfrento agora
Nasci e fui preparada para enfrentar.
Sabem que fui eu quem desenhou a minha linha da meta
E que as ferramentas estão em mim?

Sempre fui eu quem terminou as minhas relações.
Em lágrimas sentidas que nem sempre foram reconhecidas.
Eu Nunca Me Achei totalmente com Alguém,
Nunca soube exatamente como é ter a Metade de Mim,
Como é sentir-me em casa, na praia e no jardim…

Tive atrações de todo o tipo e atraí de tudo.
Traí uma vez e de tanta culpa caí lá no fundo.
Apaixonei-me brutalmente três vezes, duas vezes amei.
Uma ou duas destas cinco vezes não fui correspondida…
Sempre fui verdadeira, aprendi a confiar e acreditei.
Por ninguém ponho as mãos no fogo porque me queimo.
A última pessoa que amei, à minha forma ainda amo.

Descobri que não sou capaz de amar para sempre.
Descobri que o mundo não é cor-de-rosa e azul mar.
Descobri que quero ser sempre criança e voar…
Aprendi que todos temos uma missão desde o ventre.
Encontrei-me aos 17 e descobri-me aos 27 anos.

Realizo-me a cada fracasso que reconheço meu.
Supero-me a cada passo que dou, que o Universo me deu.
Transbordo-me quando vejo que quem fui, já não sou Eu.
Quero ser como a Fénix que renasceu das próprias cinzas
Quando todos souberam e pensaram que morreu.

Outubro, 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Direção a seguir

Sigo em direção ao Nada
Pensando que te quero
E sabendo que é na tua chamada
Que tenho o que espero…
(Tudo.)
Guio contrariada,
Perdida na madrugada,
Na direção errada,
Pisando rápido a estrada
Que te afasta da minha jornada,
Sob a raiva da trovoada
Que espelha a tua imagem molhada.
E é quando me apareces que pressinto
Que te quero mais íntimo…
Quando te olho eu não te minto…
Eu troco-me, derreto-me e finto
Tudo o que escondo desde que te sinto…
Dá-me um sinal e mudo o rumo
Do presente que tenho passado
Rumo ao futuro que tenho imaginado
Dá-me um sinal e deixo o que tenho amado
Sem hesitar, sem esperar, sem te cobrar...

Principalmente sem te amar.

Outubro, 2015

domingo, 11 de outubro de 2015

A lembrança do tempo

Toda esta terra me lembra
A tua presença e imagem.
Todos os sons, todos os cheiros,
E cada paisagem...
Até a muralha texturada
Em que toco, mais
Este mar e areia em que me demoro,
Todos eles... alimentam a minha
Expectativa de encontrar-te.
Todos os meus sentidos desejam
Inadvertidamente, buscar-te.
Não és Deus nem omnipresente,
Mas eu sinto-te por toda a parte.
Já não sei quem és
Nem o que gostas...
E como um fantasma apaixonado,
Eu continuo a esperar-te.

2014

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Olhei


Olhei,
Não por acaso,
Por entre a brecha que nos fechava intimidades e…
Por felicidade não premeditada
Deixaste cair a toalha que tinhas à cintura atada
E eu deixei cair o desejo da minha inocência calada…
E viste nos meus lábios entreabertos
A expressão de interesse…
(Que escondo sempre na tua presença.)
Por mais que ansiasse um momento destes…
Nunca o pedi.
Irias desmanchar-me, tal como aconteceu…
Pegaste na toalha que nos revelou e escondeste-te…
Mas ficou tudo exposto.
O ótimo e o menos bom…


domingo, 4 de outubro de 2015

Eu só quero...

Eu, de ti, só te quero comigo
De vez enquanto…
De ti, só quero a tua forma
E um pouco do teu jeito.
Não te quero meu amigo, amado,
Companheiro nem querido,
E jamais te quererei namorado.
Só quero a tua resistência e resiliência,
Quero muita física e alguma química.
E após tudo o que fizermos,
Que vai ser delicioso e esgotante,
Que fique claro, podemos ser inércia
E seguir cada um sem o outro adiante,
Até à próxima.

Quero oferecer-te danças privadas,
Intensas de gargalhadas,
Encontros secretos em madrugadas,
Dar-te massagens molhadas,
O meu corpo e as tuas costas suadas.


Eu, de ti, somente desejo fogo de corpos,
Momentos longos de intensidade
Cheios de suspiros e gemidos
E curtos de romance e história.
De ti, quero muita profundidade
E toda a superficialidade que formos capazes.
Toda a originalidade que conseguirmos
Colocar nos nossos “a sós” fugazes…
De ti, quero tão-somente, por fim…
Disponibilidade sexual para mim.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Mundo Paralelo

Escrevo para não estar em solidão.
(Aqui o mundo é muito mais intenso.)
Escrevo para ficar bêbeda de emoção…
Esta que só tenho nas minhas palavras,
As que escrevo com sonhos e muita paixão.
E sinto-te cada vez com mais atração…

E produzo este vinho que me adormece
Na noite em que as palavras são a minha cama.
(Porque não me deitei contigo…)
Os poemas são o meu coração que não esquece…
E retribuo-te o olhar que na tua atenção se aquece.
(E me lembra que te quero comigo.)

Escrevo assim porque me aproximo
Do que não posso sentir em mãos.
Expresso-me como se comesse
Um pedaço do que adivinho o sabor…
Sinto o que não sei como se sente,
E se tudo o que escrevo, eu pudesse…
Seria tão satisfeita na minha
Infelicidade perfeita
De quem não se prende pelo amor.



Ofélia Castro, 2015

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Para quem visitar o meu espaço, não se esqueça que o último texto da página foi o primeiro a ser colocado e que entre os primeiros e últimos textos, há sempre uns pelo meio... Digo isto porque quando leio um blog, tento perceber se há algum texto que me agrade, sem deixar que os primeiros, os últimos ou os do meio me repulsem... Aqui, há textos para todos os gostos.