As minhas Personagens...

Apesar das várias assinaturas..., as palavras são todas da minha autoria.







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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Vontade Recíproca


Onde tudo é intenso e sensual,
Encontro-nos a trocar músicas
E histórias de um mundo divinal.

Onde tudo é escuro e sedutor,
Encontro-nos a trocar olhares
E palavras de quase amor.

Onde tudo é pouco...
Encontro-nos a apalpar o ar oco,
A beijar as sombras com sufoco...
E a partilhar um desejo recíproco.

Afinidades



E de repente encontrei-te.
Os teus olhos, que ao início me perturbaram,
Tornaram-se agora cúmplices dos meus,
Porque quando nos olhamos estamos a praticar telepatia.

E eu sou uma criança quando estás junto a mim
E sinto que és da minha família.
Sinto que já te conheço há tanto tempo…
Há mais tempo do que aquele que consigo precisar
E do que tenho de vida.

A tua energia recarrega a minha,
Os teus olhos agora meigos abraçam-me.
Fica comigo por muito tempo.
Dois bons poetas merecem ser melhores amigos
E almas gémeas não se encontram todas as vidas.



Setembro, 2015


Sonha Contigo


Inspira-te com os meus sonhos
E sonha os teus todos os teus dias.
Deixa-te colorir pelas minhas cores fortes
E pinta o quadro da tua vida!
Brilha fortemente por me veres brilhar,
Espelha em ti o teu melhor e reflete-te nele!
Aquece-te com o meu fogo e queima-me…
Queima, queima até ser fogo!

Onde mora a tua luz? Onde?
Eu vivo lá em cima na intensidade.
Queres experimentar?
Segue a minha vontade e respira-me…
Inspira-te com o meu mundo
E deixa-me cantar para ti.
Deixa-me trazer-te a esta Euforia
Que é a minha forma de vida!
Contagia-te com a minha energia!


Eu sonho tão amarelo e verde
Vem sonhar contigo e traz o mar!
Apaixona-te por ti.



Outubro, 2015

Despeço-me.

Despeço-me.

É estranho…
Despedir-me de alguém que nunca cumprimento.
Mas despeço-me. E sem ressentimento,
Porque não vejo culpa… Nem a minha.
Mas eu sinto-a… Porque há sentimentos...
Algo que nos meus pensamentos nos sublinha
Existe algo que tentei ignorar.

Há reticências…
Um lume qualquer…
Que surge maior agora,
Que nem percebi a tempo, sequer.
Eu não controlo e vê-se por fora...
Não ignoro mais as evidências.
Desculpa o desconforto.
Para mim foi pior não perceber o porquê
De tanto conforto ao teu lado…
És o meu segredo privado.
Eu sou só a que não te sou nada…
Mas tu, és quem me deixa
Horas acordada.

Adeus com o beijo que não te dou,
Com o abraço que não sabemos como é.
Volto quando não te sentir mais assim
Ou não volto mais…
Porque posso nunca mais voltar a mim.




Dança...

Quero consumir-te como quem
Respira.
Eu quero perseguir-te
Como quem alimenta uma mentira.
Sem mentir...
Queres seguir-me?
É que quero comer-te o coração
E espremer-lhe o sumo da Paixão.
Quero respirar o ar vindo da tua boca,
Mostrar-te o sentido da minha alma barroca
E espírito fora de época.
Quero sentir a tua razão
A perder-se na nossa respiração.
Consegues imaginar?

Salva-te de mim enquanto puderes,
Porque eu vou acabar contigo.
No dia que me provares e mais quiseres,
Posso não voltar ao teu abrigo.


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Por entre o teu Mar...

Tenho saudades da tua voz...
E do que não conheço em ti.
Sinto saudades dos momentos que
Não sei como são contigo
Porque ainda não os vivi...
Sinto a tua falta agora, aqui.

Na minha mente figuram imagens,
É solitário, é inevitável...,
Sob o teu mistério infindável.
É assim que me deixas, vulnerável...
À procura e ti nas paisagens
Do meu pensamento indomável.

Não me cures da saudade que tenho.
Não me dês tudo o que te peço.
Priva-me do teu Eu, de nós,
Porque eu não te esqueço.
Faz-me ansear pelo nosso engenho,
Pelo nosso momento a sós.
Alimenta o teu desdenho.




sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Raciocínio Plutónico Carnal

Faço sexo com as tuas palavras.
E eu dava-te de vontade imensa
Todos os meus versos de palavras cruzadas,
Todos os pensamentos de mente embriagada,
Dou-te o meu desejo de tudo e do nada...

Faço amor com o teu pensamento.
Comia-te a voz se desse, como alimento...
A mesma que todos os dias me apetece.
Eu lia-te todos os dias se pudesse, ao jantar,
Porque ainda devoro essas palavras tuas:
«Desejo os segredos dos teus lábios
e as mentiras do teu olhar»
E isto é tudo tão verdade que,
Se a mentira falasse,
Eu não saberia o que te falar...



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Desprezo

Sei o que é ser seguida pelo Universo.
Sei o que é ser olhada pelo mundo
Quando passo, do mais poderoso ao vagabundo.
Sei o que é ter aos pés frutos verdes e maduros.
E como sei o que é ter toda a atenção,
Fartei-me de ter Sim e esqueci-me do que é um Não...
Como tal,  não quero o teu "Já"!
Nem o teu "Quero", eu quero um "Não!",
Não quero o teu "Sim" sem Senão...
Prevejo prazer no teu "Não"...
Porque o teu desprezo à pouco deu-me tanta,
Mas tanta...

Dá-me gozo o teu desprezo e falta de atenção.
De pessoas vulgares, coisas fáceis e previsíveis,
Está a minha vida farta, tenho essa sensação...
Faz a diferença e dá-me desafios difíceis.
É assim que te desafio neste jogo...
Tenso, intenso, cheio de tesão.

Joga comigo. Vamos jogar!
Vamos construir as regras e a exceção.


Sagital

É uma questão de tempo,
Enquanto não é o tempo de a tempo
Nos engolirmos no vento
Que brota da nossa Força,
Por querer ir mais além e deixar mossa,
Por desejar brutamente
A alma da carcaça
Que trazemos de graça
E a côdea comermos!

Labirinto de sombras

Por engano,
Tocas-me.
Neste labirinto em que nos conhecemos,
Somos paredes de sonhos e sensações.
Levo-te para o outro lado
Na dimensão seguinte e
Troco o sono por ti.
E eu toco-te...
E tu tocas-me com perfume
E guardas-me naquele que trago
E que te irás lembrar...
Somos sombras neste labirinto e
Embriagas-me com os teus contos...
Bebo do teu raciocínio
As histórias que são meios e fins,
São inícios que me prendem a ti.
São essas palavras que me levam a sentir-te...

«Palavras, leva-as o vento»...
E Sou Palavra que levas, se quiseres,
Porque deixo-me ir ao alento
Do que desenhares e fizeres
Por valer a pena o sentimento.
Faço Sexo com as Tuas Palavras.

domingo, 15 de novembro de 2015

A noite acorda poetas

A noite acusa-nos.
Morde-nos os sentidos
E tudo o que pensamos é mais…
O sono não grita e a metamorfose
Ocorre vagarosa e saboreia-nos.
Os meus dedos desenham as palavras
Que a minha mente pousa nuas.
Dispo-me para ser mais tua,
Que a emoção não é suficiente…
E a vocação é crua, minha, pura.


Vejo jardins de prazer mútuo
Quando nos trago ao pensamento.
Sem que te deixe saber se és a figura
Que figura neste meu momento…
E planto frases que na tua mente atuam
Como incertezas vagas que flutuam
Ao lado das luzes que analisas no céu.


A cidade brilha e é laranja e preta…
É densa, solitária e negra…
É certa de certeza que a sua frieza
Traz poetas à janela
Pra sentir a sua humildade e beleza.
E eu deito-me cheia de mim mesma.

Tens algo...

Curiosas-me a vontade de te saber.
Aguças a que te quis conhecer,
A curiosidade por te absorver.

Não me importo com o que dou.
Não ligo a quem sou ou o que causo.
Apesar de saber o que estrago,
O corpo que tenho não é nem metade
Da grandeza invisível que trago
De mãos dadas com a minha verdade.

Apaixono-me por entranhas.
Quero ver as tuas, bem estranhas,
Essas que me cativam em manhas
Que já me enlacei várias manhãs...

Leva-me para um sítio escuro
Que eu não saiba sair. (Tensa.)
Um sítio que conheças, surdo,
Com música de sonhos, intensa,
Com teias de arte e um vazio duro.
Um sítio com poesia abstrata,
Uma Lua, um copo, um muro.

Sou movida a Sol;
Lá Si Dó.
Mas eu descubro-me
E derreto-me
É na noite.
É Lá que me Sinto.

A Ave Negra

Era um pinto quando chegou, um pinto engraçado, que todos pensaram a certa altura que acabaria por ser uma galinha.
O pinto tornou-se realmente na galinha que se acreditava ser, porque não sabia que podia ser mais e acreditou pouco nela. Galinha.
A galinha quase foi comida porque nunca mais voava e naquele lugar onde ela pousava, onde todos voavam, onde todos eram ou gaivotas ou águias, um ou outro falcão…

Um falcão analisou-a como somente e apenas eles sabem… Viu potencial. Tremeu sem que ninguém soubesse.
Mas também lhe viu fraquezas e no meio de tanta coisa e de tudo, não se preocupou, pois ninguém teria paciência para ensinar aquela ave que se achava ser uma galinha, a voar. Nem mesmo ele o desejou alguma vez.

E ela foi posta de parte, sem sequer saber disso. A galinha.
De parte, houve uma águia-falcão que a acolheu e acreditou que a galinha poderia melhorar e pelo menos, voar.
Talvez soubesse que apesar de não ter nascido para voar (se calhar), até os pombos conseguem…

A galinha conseguiu finalmente levantar voo.

A galinha percebeu que conseguia voar como as outras gaivotas e até compreendeu o que muitas águias faziam para se manterem tão alto, tão atentas e percebeu o que os falcões fizeram para conseguir caçar e planar...
Quis ser ajudada a ser gaivota. Deixou. Conseguiu.
Sentiu-se gaivota e até planou no meio da chuva e vento.

A gaivota levantava agora mais facilmente voo, planando e ficando lá em cima.
Mesmo quando caia, não se sentia em baixo. E incentivou outras gaivotas a saber cair e levantarem-se…

Mas esta gaivota não era ágil como as outras. Tropeçava, não tinha sido feita para caçar… Se calhar…
Era trapalhona no ar.
Foi-lhe dado como certeza que não iria nunca voar, não mais com o seu bando, para longe, pois não servia para aquele trajeto.
Pediram-lhe que em último caso que não mostrasse medo ou desmotivação, deveria manter-se em altitude, embora quase de certeza sem desculpas, seria posta fora do seu bando, que ela até gosta muito.
A gaivota com alguma tristeza, tentou então ser logo falcão, mas só conseguiu ser uma imitação, embora até soasse a águia de vez enquanto. Mas o falcão caça sem perdão e a gaivota vai caçando…

No meio de se achar, sem saber bem o que era… a que achavam já ser uma razoável gaivota, que se conseguiu manter alinhada com o bando no alto, ficou um tempo em reflexão consigo própria e questionou-se porque se sentia melhor que uma gaivota, mais delicada que uma águia, mas não tão sábia e agressiva quanto um falcão…
Então o que seria ela?
Sentia-se meiga demais para falcão ou águia e ousada demais para gaivota… Começou a tentar encontrar-se nas caçadas!
Experimentava agora manobras sem se preocupar com o que à sua volta se passava... Pois também agora já se encontrava mais segura no bando que a havia aceite.
Manteve-se ao lado das boas gaivotas e um pouco acima por vezes.

Subitamente soube que uma tempestade se avizinhava e aquela que nunca se achou, mas foi-se achando, e sempre  soube que era algo mais e diferente do que diziam e sentia-se agora cada vez mais com grandes asas, mas não era nem gaivota nem águia ou falcão.
Ganhou capacidades e apercebeu-se de certos erros que havia cometido, alguns graves, por isso caiu tantas vezes no passado, por isso tantas vezes não se soube erguer mais rápido que os outros, por isso agora estava melhor que nunca.

Hoje foi o dia que aquela que nunca se achou mostrava a si própria, mais que a qualquer outra espécie, o que ela sabia fazer, sem pensar se já se havia achado ou não e heis-que a resposta chegou…

Aquela que não sabia quem era, conheceu-se melhor e melhorou-se…

O caminho que percorreu mostrou-lhe que sempre foi forte demais para ser galinha, linda demais para ser só gaivota, meiga demais para ser águia e livre demais para ser um sisudo e calculista falcão…

Ela é uma andorinha, no meio de águias, gaivotas, falcões e algumas galinhas tal como ela era, igualmente mal aproveitadas…

Graças a algo superior no seu interior e a uma águia bondosa, a andorinha fez-se naquilo que só poderia vir a ser, de acordo com a sua natureza.
É andorinha que ela quer ser, pois a andorinha será capaz de fazer o que os outros fazem, com uma delicadeza própria da sua espécie e a paciência que só a Primavera é capaz…
E a andorinha, mais do que nunca, nela acreditou.
E a andorinha voo.
Sob a Lua que está Hoje,
Procuro-te
Onde sei que não te vou encontrar,
Para te dizer o que sei e
Mostrar o que não te posso contar…
Sem saber se tu sabes
O que sinto e que não posso
Revelar.

As tantas vezes que eu tentei
Ignorar que não te ignoro,
Só serviram para fortalecer
Este desejo consecutivo
De te provar na noite
Que trazes contigo até tarde
E que insisto em atravessar…

Fingir que não te vejo
É agonia por te desejar olhar.
Em carne pouco vestida
Cuja vista adoro pousar…
Mas sou tímida e não te observo
Da mesma forma que te quero provar.

Falo de ti, que és proibido,
De ti que não me és nada.
De ti que me estimulas a libido
E provocas a minha ética
Numa fórmula desenfreada.

Deixa-me dançar hoje Semi-Nua,
Sob a cor da noite que nos dá a Lua.
Deixa-me dar-te este momento…
Veres-me pura e crua, como Nunca…
Ninguém pode interromper o nosso tempo…
Porque ele só existe no meu pensamento.

sábado, 14 de novembro de 2015

Propósito de Vida

Vou-me embora.
E vou porque quero
E vou a chorar.
Algo me chama do outro lado.
Saio em lágrimas.
Até posso chegar à outra margem
E não haver nada,
Mas algo me chama…

A chama já não está forte,
Mas vive e é quente.
Mas há uma chama em mim que
Vive mais forte e não se acalma.
Tenho em mim todos os sonhos.

2015

sábado, 7 de novembro de 2015

Estar onde não estiveres


Fui até ao Deserto
Para me esquecer
Que és quente
Quando estás perto.
                  
Corri milhas
Para me cansar
E não me lembrar
Das tuas trilhas.

Cantei alto e demais,
Para não ter mais voz
Nem cordas vocais
Para te chamar de nós.

Gastei as palavras
Que sabia dizer
Para não saber
Que palavras falar…

Tentei fugir
Mas encontraste-me
Na tentativa de ir
E agarraste-me
Para eu não fingir.



Onde te amei?
Onde me perdi?
Onde me cansei?
Onde te esqueci?
Onde me achei?
Onde te perdi?



Um pássaro numa gaiola é uma antítese.

Deixa-me voar.
Não me cortes as asas.
Se quiseres abraça-me
De cada vez que eu pousar
Ou se cair e me magoar...
Se quiseres. Mas deixa-me Voar
E Cair.
Assim é, gostar de alguém.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Estou aqui.



Poderia estar em muitos lugares.
Mas agora, estou apenas aqui.
Onde estive já não estou mais.
Agora só quero manter-me assim.
Aqui.
E se escolhi este lugar, é porque o quero.
Mas não preciso dele todos os dias
Nem só para mim.
Não faltam lugares a chamar por mim,
Sítios a desejar-me ali…
Mas eu sai de onde estava
Para experimentar estar aqui.
E definitivamente
Já não estou em mais lado nenhum,
Senão aqui.                                                                                                 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Amarelo

Preciso de amarelo na minha vida. O amarelo é uma cor primária que sempre evitei vestir.
Nunca gostei de me ver com amarelo. Mudei há uns meses e comecei a vestir-me de amarelo algumas vezes… Talvez até aos 17 anos tenha evitado menos e gostado mais… Não sei bem porquê.
Preciso de voltar a ter amarelo na minha vida.
O amarelo é vida e nem sabia…
Preciso de vida na minha vida, apagada quase por 10 anos de vida.
Não sei fazer amarelo, porque amarelo não se cria… Amarelo procura-se e encontra-se.
Se Amarelo fosse felicidade, estaríamos todos repletos dela só de ver o Sol nascer todos os dias para nós. O Sol é amarelo. O Sol nasce todos os dias.
E nós não morremos, pois não?

domingo, 1 de novembro de 2015

Somos Fogo

Vejo-te ao longe e eu não aguento…
Eu aqui já te toco com o pensamento.
Toco-te finalmente e provo esse momento...
Esses lábios que beijo, que sugo, que tento…
Sempre me desafiaram o sentimento.
Abraço-te e mordo-te o pescoço com alento…
Beijo a tua orelha, quente, com intento
E mordo-te os lábios sem tempo…
Absorvo esse desejo e devolvo em dobro…
Balanço-me no teu corpo com sedução e me desdobro
Nas tuas mãos, que nas minhas ancas cantam em coro…
Puxas a tua roupa e sinto-me no teu corpo, que cobro.
A minha pele pede à tua contacto direto…
E sem pressa mostro-te o caminho certo...
Conduzo-te lentamente e com critério
À roupa que te tira do sério…

Sentes a textura da nossa saudade
E brincamos com vontade, na profundidade
Um do outro, cheios de verdade,
Com fogo e legitimidade,
Nos preliminares que desenvolvemos por vontade
Sem nos darmos conta dessa generalidade
Que nos toca sem oportunidade.
E tu mordes os lábios, de perto,
Sem saberes que com isso me desconcerto…
Me desconcerto…
Me liberto…
Te desperto…
E nos acerto…

Dás-me o corpo em que aconteço…
Te liberto, te prendo e te ofereço…
E nesses olhos, verde quase fingido,
Apaixono-me pelo teu corpo moreno, torcido…
Esses lábios grossos, cor vermelho vivo
Que beijo sem cansaço, sem sentido,
De olhos fechados vejo o nosso corpo fundido.
Premido… Espremido, Sentido.


Este lume que me dás,
Só tu,
Só eu,
O fogo que nós temos,
Só nós…
E dá-nos aquele aperto…
Que nos põe ainda mais dentro,
Um no outro, bem dentro…
E tu coberto…
Boquiaberto…
Certo...
Perto.
Re-Acontecemos.

Outubro, 2015

LuTo

Quis fazer o luto contigo.
Quis continuar-te, separando-te de mim
E alimentando o que de melhor sabemos fazer,
Porque é tão bom...
Mas aí onde nos temos, não há tudo…
E não é possível fazer, assim, o Luto.

Novembro, 2015

Desafio

Devia estar feliz por ser quem sou,
Por ser como sou e sê-lo tão bem.
Mas parece que me desafio constantemente
E sem perceber como e com quem…
Fora do meu controlo e somente
Em lugares não confortáveis e de acesso difícil…

Se não consigo o resultado a que me propus
A paciência deverá ser uma aptidão a trabalhar
Pois logo penso em voltar aos desafios comuns…
Mas o nível 100 de dificuldade foi eu quem quis...
Então com este jogo, o que desejo eu afinal provar?

Às vezes parece que nada acontece…
Enquanto se joga no alto nível de superação…
Mas o que não se vê não quer dizer o que parece…
Não quer dizer que não esteja algo lá
Realmente em ação…
O que tiver de ser será e já lá está.
O que não cola logo não quer dizer que não colará.
O que não toca logo, não quer dizer que não tocou.
O que não se sente à distância longa
E fora do olhar que já se trocou,
Queima…!,
Na presença, pelo olhar que demais falou.


Outubro, 2015

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Para quem visitar o meu espaço, não se esqueça que o último texto da página foi o primeiro a ser colocado e que entre os primeiros e últimos textos, há sempre uns pelo meio... Digo isto porque quando leio um blog, tento perceber se há algum texto que me agrade, sem deixar que os primeiros, os últimos ou os do meio me repulsem... Aqui, há textos para todos os gostos.