As minhas Personagens...

Apesar das várias assinaturas..., as palavras são todas da minha autoria.







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sábado, 30 de janeiro de 2016

Guardo-te na imaginação

Não desisti de saborear-te com os meus olhos,
Ouvidos e sensações, que uso para te admirar...
Porque são as minhas amargas tentações
Que uso para te guardar.
Somente já não te dou o prazer de saberes quando,
Somente já não te procuro como fazia antes
Nem te mostro o quanto eu gostaria de Te Ter,
Só para mim, o teu Eu num momento!
Eu! Que sou feita da mesma poeira estelar que tu.
Guardo-te naquela dimensão que é a ultima a morrer.

Não desisti de ti, mas abrandei o passo,
Para compassar o que sinto no nosso espaço.
E não me arrependo do que te disse nem te menti,
Embora não costume tentar o quem já está prometido
Nem costumo insistir em quem não é para mim,
Eu nunca me esqueço de quem eu escolhi.

Vou continuar a alimentar os meus sentidos de ti.
Vou continuar a olhar-te quando não me vires
E a desviar-me do teu alcance, porque ou me engano,
Ou gostas um bocadinho de mim...
E vou esquivar-me de ti, para não te procurar.
Porque eu só não tenho o que não quero procurar.
Mas guardo-te na imaginação.

E guardo-te naquela dimensão.

domingo, 17 de janeiro de 2016

INTENSO...

«Intenso»
É a única palavra que encontro
Quando te encontro a sós
E com que te defino sem mais adornos.

E essa linha que define os teus contornos
É grosso magma que usas como escudo...
(Um escudo forte como tu.)
Mas para mim esse contorno é morno,
O escudo é mudo e ficas vulnerável...
Pela intensidade como mostras a tua densidade.

E «Intenso» é o que és quando gostas
Da envolvência daquilo em que tocas
E que te faz escrever palavras que mostras...
Mas sem veres as minhas mossas,
Vais-me mostrando nas entre-linhas nossas
Que quem fica vulnerável, afinal,
Sou eu, que só sigo quem mais me toca.

Sigo a intensidade.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Carta de Amor. De amor à vida.

Foi complicado deixar a culpa de que severamente me encarregaste.
Foi complicado entender o porquê de te querer longe.
Foi difícil afastar-me, sabendo que te amo.
Foi difícil perceber porque me sentia com mais ar quando respirávamos longe um do outro.
Foi triste quando soube que não somos um para o outro, depois de tanto.

De tudo o que me disseste ao longo da nossa vida eu em tudo acreditei que sim…
Mesmo o que me fazia mal.
Que não podia fazer tudo o que queria, mesmo respeitando-te.
Que teria que te consultar e ceder à tua pressão negativa.
Mas no fim, chamaste-me egoísta e quase acreditei em ti.
Quase.
Não fico com a culpa, grata.

Agora sei que tudo é aprendizagem e lições.
Custou-me e na altura não sabia porque sentia tanta culpa, se nunca te fiz mal.

Não posso permitir que mandem no que escolho para mim, no que visto, nos meus amigos, nos meus gostos, no batom, nos meus horários, na saia, na blusa, no que bebo, no meu gosto, no que faço, no tempo que perco com cada coisa que aprecio.
Não posso permitir que espiem o meu mundo, que me comandem, que decidam por mim quando gosto, quando quero ou quando me apetece.
Não posso permitir que me manipulem.

Foste-me cortando a cada dia as asas, com o carinho de quem não sabe bem o que faz e um dia eu acordei e só tinha vestígios delas no meu chão! Eu já não as tinha em mim…
As minhas asas…
Elas eram só penas caídas, cortadas, amassadas, sumidas, amachucadas…
Não percebi que estava a ficar sem elas, até que tentei levantar voo e caí.
Estavas lá para me amparar e ajudaste-me a levantar, mas não me ajudaste a levantar voo.
Eu não me dei conta, mas agora sei como e porquê e livrei-me.

És boa pessoa.
Eu sei que vais sempre vir auxiliar-me quando eu mais precisar.
Virás sempre que eu te chamar. Eu sei. Assim combinámos.
E tu amas-me. E também tens muito sentimento de posse.
Cabe a mim aprender a chamar-me e saber ser sem ti.
A minha tarefa é essa, ser sem mais ninguém, porque antes fui sempre tudo menos eu, todos antes de mim. E foi para contrariar essa constante que eu voltei e vim.
Eu agradeço-te por me ajudares a evoluir.
E sei que não compreendes o que te digo, nem entendes o que acredito.

Eu sei o que vim resolver a este mundo e sei que combinámos antes encontrar-nos.
Eu teria que ter a força de partir mesmo gostando, para saber o que é dar-me valor.

Quanto ao que sabemos e ao agora…
Não posso seguir mais contigo.



Não és má pessoa.
Mas até as boas pessoas têm coisas menos boas.


Aquela que nos acompanha sem estar...

Todos procuramos algo, alguém.

Criaram-nos num e separaram em duas metades.
Cada metade é uma parte inteira e somos iguais na nossa essência... Mas diferentes em todas as vidas, porque cada um terá as suas vivências, personalidades e idades. Mas quando nos encontramos de novo no plano original, somos quase um e somos tanto...

É disso que não me lembro bem como é, mas eu sei que já soube e tenho saudades.

Tenho saudades tuas.

Onde estás?

Procuro-te e enquanto não te encontro imagino como poderás ser... E imagino todos os dias onde poderás estar.
A peça semelhante a mim, que não sendo eu será a pessoa gémea, a peça que se encaixa, a que me falta e sinto falta.
Uma saudade inexplicável.
Não sei se te vou encontrar, não sei se estás aqui porque li que nem sempre é suposto nos vermos cá, que a evolução se faz sem necessariamente estarmos juntos na mesma vivência... E às vezes sinto-me infeliz por isso. Porque no fundo eu sei ao que vim desta vez e ao vires ter comigo só atrapalharias a evolução.
Eu não quero a metade de mim, quero-me inteira e quero o todo de ti.
Mas nunca te senti...
Eu li que é no abraço que se sabe.
Quero abraçar-te e matar saudades deste tempo todo sem ti, porque sinto saudades de algo que senti e que não me lembro de como foi sentir.
Dizem que se sabe quem é pelo abraço, por isso abraço tanta gente, na busca de quem serás...

Onde estás?

Sinto-me incompleta.
Uma solidão que não encontro explicação.

Abraço este mundo e o outro para te encontrar!
Mas de todas as pessoas que abracei eu nunca te encontrei!
De todas as que amei, eu não te senti lá, como li que se sabe e sente!
E só se sente, se for realmente a Alma Gémea da gente...

2016

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Gozo

(...)
E tu és minha vítima.
Eu uso-te.
Na verdade, a par disso, eu saboreio-te.


2015

Personagens

Muitas vezes eu uso as minhas pessoas como objeto catalizador. Como inspiração.
E não significa que essas pessoas figurem nos meus poemas... Mas está lá o seu ADN.
Algumas pessoas iludiram-se, convencidas que era tudo para e/ou por elas... Mas não.
É tudo para mim.
E tudo pela arte.
É como se eu fosse uma vampíra que suga das pessoas o que precisa para produzir.
Normalmente há algo na pessoa que realmente me toca.
Por vezes invento uma personagem parecida à pessoa só com o que desejo usar para escrever... Quando pouco há nela, mas tem algo...
É tão engraçado...
Serei má?
Aproveito-me das pessoas... São minha vítimas.


Outubro, 2015

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Para quem visitar o meu espaço, não se esqueça que o último texto da página foi o primeiro a ser colocado e que entre os primeiros e últimos textos, há sempre uns pelo meio... Digo isto porque quando leio um blog, tento perceber se há algum texto que me agrade, sem deixar que os primeiros, os últimos ou os do meio me repulsem... Aqui, há textos para todos os gostos.