As minhas Personagens...

Apesar das várias assinaturas..., as palavras são todas da minha autoria.







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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Magma...

Tu cospes palavras de fogo
Dentro do teu oceano imenso;
Diminuis o teu coração que eu rogo
E ficamos sem oxigénio neste ar denso.

É o magma que tens...
Solidificado... Re-escaldado.
Crosta grossa,
Que verte novo magma quando te perfuram.

Eu sou afiada.
Tu sabes.
Sou faca.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Fraqueza.

Há sentimentos que não me deixam.

Tenho fraquezas que não ultrapassei.
São as quedas que eu não escolhi.
É o prazer e os beijos que não dei.
São emoções fortes que vieram silenciosas,
Que me adormeceram e não percebi!
Antes de serem vivencias viçosas,
De momentos que eu nunca vivi...!
É fraqueza que chegou disfarçada,
Em sonhos que sonhei enquanto dormi...
Outrora eu sonhei-os acordada
E calei-me a pensar que passava...
Mas eu adorei o que ali senti!
E ninguém sabe como eu sofri,
Na culpa de saber que já não amava
E na esperança da correspondência dali!

Há sentimentos que não me deixam...

E este vazio que fica da rejeição,
Não preencho senão com o que não recebi...
Não por falta de momentos de emoção,
Mas por não ter algo que caiba aqui
Neste espaço de poesia e inspiração
Que criei e tem a medida que eu medi
Para guardar a história que escrevi
E não terminei, por não saber
Verdadeiramente,
Como é ter-te a ti.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Observo tudo o que és

Estou atenta a tudo o que és,
Já que não sei quem serás.
Tudo o que fizeres que me afaste
No momento,
Eu considero
Se dali p'ra frente
Eu suporto e quero.

Não tenho mais margem
Para calar-me ao desgosto.
Não tenho mais idade
Para ficar onde não gosto.
Somos maduros e cada um
Na sua maturidade e assunto.
Não fico mais onde não caibo.

Já tive gritos,
Já tive agressividade,
Já tive má educação,
Já tive pouca escuta ativa.
Não quero mais do mesmo.
Quero mais do que não tive.
E o que me deste da última vez
Foi tudo do que eu me afastei...
Já lá estive!

Observo tudo o que és,
Quero tudo o que tens,
Mas não fico com tudo o que me dás.
Não, obrigada.



É só fumo

O fumo que fazes não o inalo.
Nunca me sensibilizou fraqueza forçada. Fraqueza teatral não é convincente para mim.
Já fiz Teatro, inclusive humor negro e vejo uma cena dramática a milhas.
Não faças cenas no meu palco, porque eu só consigo vê-las a rir. E não queres que me ria de ti, quando queres é que chore por ti... Certo?
Não faças cenas no meu placo.
Tenho a idade que já não te lembras e a maturidade que não vês porque já não me ouves.
Será que me ouviste mesmo bem alguma vez então?
Então por quem me tomas?
Não faças cenas.
Não faças drama, faz-me a cama.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

À minha semelhança

Nasceste comigo, quando mais ninguém o fez.
Cresceste a meu lado e cedo te manifestaste...
Tão silenciosa que ninguém te ouviu...
Nem eu.
Ninguém sabia.
Como se fosses minha gémea espelhavas-me.
Minha irmã, ensinaste-me a raciocinar,
Minha mãe, ensinaste-me a ponderar.
Filha, ensinaste-me a compreender e amar.
Tu não existes senão em mim, senão comigo.
Se morrer, vais comigo, não ficas cá.
Vou-te levar.
Não fica de ti senão a flor do fruto
Do meu trabalho e produto
Da minha dedicação
À que me é fiel
Porque cuido
Da minha vocação.

Foste a vez de quem não tive ao lado.
Foste a vez de quem não me ouviu.
A vez de quem não me compreendeu.
A vez de quem não me deu a mão.
Foste quem me levantou do chão.
Manifestaste-te em palavras...
Vocação.
Apareceste em forma de escrita.
Vocação.
Deste-me compreensão.
Se fosses pessoa, não eras perfeita...
Não eras a minha salvação.




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Adoro-nos.

Quem és na tua essência mais pura
Veio da mesma receita que Eu.
As mesmas doses de tudo o que somos.
A tua intensidade foi feita para mim.
A minha intensidade foi preparada
Para ser sentida por ti.
A cada penetrar nos teus olhos
Tenho mais curiosidade de te sentir,
A cada encontro me apaixono mais por nós...
E deixo-me ir...
Podes raptar-me e vendar-me os olhos
E não falares, mas o teu perfume
Far-me-á sempre saber que és tu!
E enquanto me penetras
Eu penetro mais o teu Ser
E fico mais embriagada de nós...
O vício de ti parece que não vai parar...
E três momentos destes por dia não chegam
Para nos alimentar... de nós.
Ando sempre com fome de ti.

Somos ambos imensos,
Intensos,
Suspensos na eternidade.




sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Palavras que não te escrevo.

Gosto de saber que me lês
Mesmo que tenha sido a três,
Mesmo com frases impostas
Sob uma certeza de ser para ti
Quando nenhuma das que leste
Eu na verdade por ti escrevi.

Escrevo pela necessidade de criar
Explorando quem quero imaginar.
Gozo a sensação de escrever
A realidade que imagino ver.
E se eu pintar cenários de rimas
Que me recordam o que senti,
Não são senão obras primas
Do que sem pedir explorei de ti.
E nem mesmo este poema
Tem palavras que dedico senão a mim...
E à arte que sou fiel, por fim.

Vamos Juntos

Não há quem me elucide mais do que tu.
Vamos juntos e vamos tocar o Sol.
Vamos juntos correr entre as ondas...
Caminhar ao de cima do Mar!
Vamos ser ferozes e agarrar a chuva!
Vamos manter-nos na caminhada, juntos.
Vamos criar a meta para ser os primeiros.
Nós até conseguimos tocar magma sem nos queimar!
Por isso vamos pôr as ruas desta cidade em fogo!
Vamos ensinar-nos o que cada um não sabe
E descobrir o melhor de nós!
Vencer.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Aventura

Deixo-te então com o que não me quiseste dar.
Deixo-te estar com o que não quiseste falar.
Mas envio-te todos os poemas que escrevi a pensar
Que tu serias digno de os ler e interpretar...
Eu nunca te pedi ruído nem te quis amar,
Só quis dar-me o prazer de te dar prazer e acreditar
Que os segredos são mais apetitosos que sonhar...
Podíamos ser sonho na mesma, sem ninguém acordar,
Podíamos ser clímax e risos, quem nos impede de voar?
Podíamos ser tanto e tão pouco que ninguém iria notar...
Um dia ouvirás o vento com um estranho sentimento
De quem não compreende como se negou a aventurar.




As palavras que nunca me disseste

Eu não aguento a ausência
Das palavras que nunca me disseste.
Entendes?

As minhas mãos estão soadas, frias,
Vazias... Dormentes.
Há vazio entre nós.
E o que não me dás, não me faz desistir.
Dá-me um não e vou embora.
Posso ir...
Ao menos valho um «Não»?
Ao menos mereço isso a desprezo?

Este teu silêncio é o veneno
Que alimenta a minha esperança.

Estou à espera que me mandes embora.
Dá-me um não.
Estou à espera de saber se me jogas fora.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Quem tu quiseres!


Eu não te prendo com os meus braços
Esguios,
Eu não te desdenho com os meus lábios
Macios,
Eu não te controlo com os meus olhos,
Vazios...
Porque...
Para ti os meus olhos jamais serão vazios,
Os meus braços servem apenas
Para os apreciares mais que os demais...
E os meus lábios são os teus terríveis
Pedaços de tentação carnais...
Tal como os meus olhos são intensos demais
Para que olhes outros que tais
Da mesma forma que os olhas imensos, fatais...
Porque...
Podes correr este mundo todo
E encontrar tu não vais
Corpo que te satisfaça mais
Como o meu, que te preenche
Os sentidos mais banais
E as tuas energias vibracionais!
Porque... Ah!
Meu espírito parecido,
Corto-te em dois sem te tocar,
Agarro-te sem te agarrar,
Eu sei que te mato, só de te olhar...
Eu controlo-te sem estar,
Desfaço-te. Sem te desmanchar.
Apaixono-te, sem te amar
E amo-te sem me apaixonar.
Sinto-te, sem me deixar ficar.
Percorro-te o sexo... E
Amasso-te o peito cheio de ar.
Faço-te vir com a minha mente.
E faço-te vir, de novo,
Quando me despir e dançar.
Porque... Podes esconder-te,
Mas não sabes escapar.





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O olhar que não esqueci.

Naquela noite despropositada...

Apanhas-me a olhar-te
Do meu canto da mesa,
Do meu canto da timidez
E do meu canto de desejo...
Porque tu tens-me...
Tu tens-me.
Tens-me.
E não sabes.

Desviei-me por não aguentar
A tensão dos teus olhos nos meus.

Voltei a fazê-lo porque me soube bem
E a tão pouco...
Desta vez para o saberes...
E soubeste, porque olhaste...
E ficas pousado no meu olhar.
Mas eu desvio com medo
Que alguém além de ti me veja olhar-te.
E guardo-te na mente e no ego,
Para quando não te vejo.
E volto a observar-te...
E tu deixas...
Porque te deixaste ficar, de novo...!
Desvio, com receio...
Olho à volta.
Guardo o teu olhar de novo
Para estes intervalos de jogo.

Falaste, olhei, olhaste, desviei,
Voltei, não estavas lá.
Fui embora e falei, conversei,
Voltei,
Cruzamo-nos!
E deixas-me ficar...
Não te desvias da linha
E voltaste a retribuir
Porque deixaste-me ficar
E porque TU te deixaste ficar!
Desvio-me, perco o jogo do olhar.
Não aguento a pressão...

Então...
Porque me deixaste repetir...
E depois não me deixaste entrar?
Porque senti que poderia ser...?
Porque me deixaste sentir
Que me irias querer?
Porque me deixaste saber
Que podia olhar-te
E não me deste o prazer de te ter?


Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Para quem visitar o meu espaço, não se esqueça que o último texto da página foi o primeiro a ser colocado e que entre os primeiros e últimos textos, há sempre uns pelo meio... Digo isto porque quando leio um blog, tento perceber se há algum texto que me agrade, sem deixar que os primeiros, os últimos ou os do meio me repulsem... Aqui, há textos para todos os gostos.