As minhas Personagens...

Apesar das várias assinaturas..., as palavras são todas da minha autoria.







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domingo, 28 de agosto de 2016

As pessoas são feitas de camadas, como os melhores bolos.


Encontrámo-nos onde as flores nascem,
Onde há árvores de fruto
E as plantas florescem...
Onde os frutos caem de doces...
E os apetites crescem...
Onde os casulos já maduros
Nos dão borboletas que mexem...
Connosco.

Não é difícil funcionar assim...
Quem é que não gosta de sentir
Este sentimento de magia sem fim?...
Quem é que não se supera e encaixa
Quando não há desafios e só camas de cetim...?

Ao entrar-te onde tu não querias,
A minha margem de erro quase nula
É esgotada na esperança que trazias
Pela mesma genuinidade que me fez tua!

Minha doce paixão...
A árvore das felicidades
Cresceu da água abundante
De muitas tempestades!





sexta-feira, 26 de agosto de 2016

És poesia

És poesia aos meus sentidos.
E libertei-me tanto para ti
Que eles ficaram apurados, aguçados,
Ludibriados com o que vivi.
Não me fazes sentido senão
Tu para mim.
Mas deves ser o que entenderes.
Só que eu imaginei-te comigo.
E agora esquecer isso...
Eu Quero-te.
Quero dançar para os teus olhos.
Quero amar-te devagarinho
Com o carinho que te tenho dado.
O que não te dei e em troca te tirei
Quero recuperar dando-te o meu melhor
Até te sentires perfeitamente amado.
Gosto de amar o mundo, o próximo,
O rosto desconhecido do outro lado.
Não sou má pessoa.
Sou maravilhosa.

Vou esperar que a poeira assente por estes dias...
Ainda quero ver tantas estrelas contigo...


Perto.


Estou grata por todos os momentos de boa disposição que nos deste.
Grata por todos os sorrisos, todas as gargalhadas.
Estou honestamente grata pelo tempo que ambos dedicámos um ao outro.
E por isso e com respeito a nós e a ti e a mim... E ao que acredito que virá...
Por favor não deixes de vir ter comigo. Onde quer que eu esteja.
Como todas as surpresas que me fizeste sem que eu esperasse e me deixaram ser ar, palavras ou chão...
Vieste de tão longe para me beijar e fazer-me sentir tão bem... Que a tua energia boa me contagia e me ensina a ser melhor.
Traz-me mais momentos de alegria e felicidade promissora. Eu prometo retribuir.
As tuas histórias ludibriam-me a ponto de não saber se estou fascinada ou apaixonada.
Não mais deixes de entrelaçar os teus dedos nos meus, dando-me esta esperança de ser feliz com alguém além de mim...
Não me deixes mais de trazer este alento e felicidade.
Não percas a oportunidade de ser feliz. Porque eu me apaixonei mesmo por ti.
Quero-te e quero-te muito, disso não tenho dúvidas.
Não mais deixes de provocar este brilho nos meus olhos, vindo do teu coração, espelhando-se neles.

Se o que há de bom, claro e oculto (ainda), não compensar um trabalho mútuo de melhoramento...
O que vale a pena nesta vida?



quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Se pudesse visitava-te esta noite.
Não precisavas acordar ou sentir que te beijava
Ao de leve os teus lábios que anseio
E os teus olhos fechados.
Beijava-te a testa na despedida da visita breve.


Desapontar



Curioso...

Só agora percepcionei que o desapontamento é uma forma de tristeza.
Saboreando-o em mim, claro, sinto que...
É uma tristeza mais apática, com notas de desilusão.
Pode experimentar a dor, mas quase nunca verte lágrimas.



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Respirar Vontades

Nua...
Sentada na minha cama vazia...
Imagino-te perto.
Como na noite anterior
Em que dançámos horizontal e obliquamente
Nestas quatro paredes que te tomei...
Deitámo-nos com força contra a cama.
Eu empurrei-te, mas tu puxaste-me pela anca
E cheios de saudades da nossa aventura
Vazios do mundo e de roupa
Respirei perto do teu ouvido
Para me ouvires gemer...
Com o impacto do qual és culpado,
Pelo engolir do teu ar,
Arfando perto da tua boca,
Enquando me penetravas profundamente
Sem teres avisado que irias
Preencher este vazio que havia em mim
Com o prazer de te ter assim
E consumiste-me a tensão acumulada
De um dia de trabalho, pesado, suado...
Pingaste-me o meu peito arrepiado
E molhaste-me os lábios beijados
Com essa língua que se humedeceu
Na minha vagina que se abre para ti.

Quando me mordeste e deixaste
A marca que agora observo,
Escolhi não te devolver a dor
Que intensamente me provocaste,
Mas sim no prazer que senti
E saí sem avisar de baixo de ti,
Prendi-te os braços
E apanhei-te com a boca o responsável
Pelas vezes que me a tapaste
Depois de me perguntares se eu gostava...
Engoli-te a razão e voltei a dar-ta.
Suguei-te a expectativa,
Relembrando-te de como sou melhor!
Melhor do que já existiu para ti,
Com a dose de carinho que adiciono
Ao meu empenho contigo...
Mas eu existo.
Existo e resisto com gosto
Às vezes que te pedi com força!
Porque é à força que a paixão se mostra
Quando sofremos do que temos em mãos.

Perto...
Quero-te perto...
Fundo...
Tão fundo que me faças esquecer
Que tenho arrepios no ventre e mente
Como se estivesse sob forças g
Quando nos imagino sem te ter por perto!
Como agora... Que ressaco do teu sexo!
E eu...
Vomito a vontade que fui comendo
E acumulando na tua ausência,
Por não ter o que comer de ti...

E eu implorei para que ficasses
E me tomasses mais uma vez...
Mas foste...
E agora vou respirar vontades...



domingo, 21 de agosto de 2016

Gosto de ti, paixão.

Gosto do teu nome...
E de dizê-lo e escrevê-lo.
Eu gosto de ti.
E gosto de gostar de ti...
Porque eu gosto
Deste frio na barriga que sinto
Quando penso em nós
E nas frases que me dizes.

Gosto de me sentir criança
Curiosa, atenta, ansiosa...
Gosto da tua voz.
Gosto de ouvir o meu nome, dito por ti.
Gosto das tuas mãos,
Da forma como as usas quando falas.
Da forma como as usas em mim...
Gosto dos teus lábios bem desenhados;
Gosto de como se movem
Ao proferir as palavras que me ensinas
E da forma como se movimentam nos meus.

Gosto da tua barba que me arranha...
Gosto da tua língua e o que fazes com ela.
Gosto dos teus beijos todos...
Gosto de ti
Porque sabes dar-me bons momentos.
Investes o teu tempo comigo e eu
Dou-te o meu agradecimento.

Gosto da tua calma e do teu fogo.
Da forma madura como explicas,
Das pausas e timbre que usas quando te exprimes.
Gosto tanto do teu sorriso, já te disse?
Gosto do sorriso que plantas em mim
E de me sentir especial como sinto contigo.
Gostei quando me deste a mão pela primeira vez.
Gosto quando me tiras as armas e os escudos
Que teimei em usar contigo...
E de quando me desarmas e me incentivas a sentir...

Gosto dos teus abraços, ai gosto tanto...
Sinto-me protegida contigo.
E gosto do teu peito
Porque tu abraças-me
E eu aninhada sinto-me andorinha,
Pousada sem estar presa.
E de madrugada sonho contigo.
Porque eu gosto
Da maneira como me olhas
Quando conversas comigo e
Da forma como lentamente pestanejas
Num movimento de cabeça quase pendular
Que me prende o olhar embebido em ti...
Outrora um sorriso nasce no teu rosto bonito
E os teus olhos grandes, ficam amendoados
Rasgados de doçura, que como...!
E eu cosumo-te integralmente...,
Com os meus sentidos todos...,
Quando estou junto de ti.
Às vezes é tão forte o que provocas
Que não é suficiente Olhar-te, Ouvir-te,
Provar-te, Sentir-te, Cheirar-te
E quero morder-te...

Desculpa se me seduzes.
Não te resisti.



Emoções que embriagam

Embriagas-me de emoções fortes positivas.
E as emoções não mentem,
Ao contrário do nosso pensamento,
Que deturpa a realidade que sentimos.
Os meus olhos que te sentem
Também não te mentem
Quando te olham e te mostram
O que és capaz de criar em mim.
Todo o meu corpo é luz junto de ti.
Não sinto mais pesar ou sono.
A energia dominou-me.
E olho para mim, de dentro para dentro
E não me reconheço mais assim...

É nos pormenores que
Não cessas de me surpreender;
É nos teus gestos que me prendes,
Me deténs, sem eu perceber.
E os teus olhos que me hipnotizam,
Dizem-me mais do que alguma vez muitos me disseram.
E quando me olho novamente,
Já é tarde, porque o feitíço estranho
Com que me domas, entranhou
E não é mais quebrável.

A leoa selvagem que caçou por diversão
É agora a presa mais vulnerável
Que não mata nem come por comer,
Nem encontra dentro dela explicação
Que sustente estas emoções com a razão.

És overdose de emoções desde o início,
Sendo tão simples, quanto tu mesmo...
Mas para minha surpresa, no fim,
O meu espanto não és só tu...

É QUE, DE REPENTE PARA MIM,
Depois de tanto amar e ser amada,
Estar farta de romances de muito e nada...
O que vem a ser isto na minha vida...?
Porque sem eu saber como e tão rápido...

Eu estou completamente apaixonada.




terça-feira, 16 de agosto de 2016

Já amei sem retorno.


Aprendi que não há quem não aprecie carinho...
Há quem não o pretenda da pessoa errada.
Há quem não o receba da pessoa
Que não é a pessoa amada...

Passada uma década, após início da relação,
Vejo a história que vivi, claramente,
Sem moldura nem filtros.
Ela apresenta-nos num contexto simples.
Nada vago, nada magoado agora, para mim.

Pelo que fomos, quando inicialmente
Trocámos provocações e palavras,
Nem eu ou tu imaginavas
Que a nossa esperança média de vida
Fosse tanto e tão pouco.
Mas a história que vivi
Foi uma evidente preparação de mim.
Para ti, observo uma lição de melhoramento
Do teu Eu, que ao transbordar de ti
Entornava sobre os outros...
Entre outras lições...

Como sou intensa e inesquecível,
Deixei as sementes que consegui deixar...
Mas não estava escrito que iría ser mais,
E como mais não fui para ti,
Passei para receber e dar a lição.
Mas não fui apenas o Ser de passagem,
Tanto que sofreste com a paragem...
É que onde eu pouso eu deixo saudades.

Não foste capaz de amar-me
E não fui capaz de fazer-te amar-nos e
Após terminar com tudo o que nos ligava
Ao final de cinco longos anos,
Durante meses seguintes não quis ver esta realidade...
Durante anos, magoada, não quis saber...
Ainda bem que tinha de novo um novo amor
Com quem de novo me entreter.

Foi durante quase uma década,
Insuportável a ideia de não ter sido
A tal. Ou enorme para ti.
E ver-te a admirar outra(s)
Pelo que foram e eram,
Pelo que criaram e fizeram,
Sem ser eu a que criava em ti admiração.
Sem ser eu capaz de ter a tua atenção.

Nunca fomos um casal.
Concluo com franqueza e respeito
Pelo que sei de que é composto um amor.
Quando um não quer, dois não fazem...
E tu não fizeste amar-me.
E não houve amor.
Tu rejeitaste todos os carinhos no nosso caminho.
Tal como o sexo que te dei,
Não se fez mais após tanto que passei...
Porque o que eu fazia era amor.
E eu não me esqueço do tanto que eu tentei.
Estavamos tão podres que nem sentiamos dor...

Transformou-se tudo em lenta e repetitiva monotonia.
Estavamos mortos mas respirávamos, com agonia.

Não podia deixar-me ali...
Era inaceitável viver contigo
O que não era sequer experienciável...
Só lamento ter durado tanto tempo,
O que já não durava
Daquilo que nunca existiu.

Que doa, entre algo e nada...

O que não nos matar
Torna-nos mais desejosos...
Desejosos de nos termos.

Leva-me por onde quiseres...
Eu já estou tão em ti...
Quero lá saber...
Quero é viver...
Entre Doer e não sentir Nada...
Quero sentir muito,
TUDO.

Todas as emoções são minhas
Se as deixar ficar.
Tens-me dado das melhores que já tive.
Porque não deixar ir?...
Já que vieram boas...
As más se houver...
Já não me metem medo.



Cavalheiro Sexual

Agucei-te a curiosidade...
Mas não me imaginaste bem...
Aqueci-te o peito com o meu sorriso,
Num rosto gentil... Meio maroto.
Por ele não vislumbraste o meu fogo.

Aqueci-te o corpo...
Toquei-te como quem devora
Com a ponta da língua, a pingar desejo.
Molhei-te o desejo, já fervido,
Já comido antes, quase da mesma forma.
Quase.
Tu não poderias deixar de me servir
Esse pedaço quase proibido,
(Quase...)
Que atormenta a minha insaciada libido.

E és tão doce, nestas primeiras dentadas,
Que quem não te imaginou bem fui eu...
Apanhada de surpresa,
Por seres um senhor,
O meu cavalheiro sexual,
E quase te dei logo o meu coração...
Quase...

Mostra-me esse lado mais escuro
Que tanto falas e ameaças ter,
Mostra-o em cima de mim,
Para eu não poder reclamar.
Mas mostra-o já!
E se eu não gostar...
Ao menos o meu coração
Nem comprou bilhete de ida.
Ainda...


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Borboletas Bêbedas

Não há nada mais que me complete.
Sou imensa e tão intensa
Que não há quem ou o que me preencha.
Perdi o rasto ao que me fazia ferver.
Perdi o rumo ao que me faz tremer
Sem mais tarde me arrefecer...
Nada mais me faz quebrar e ficar em pedaços...
Pedaços de mim que gosto de montar devagar.

Onde andam as borboletas que não morrem?
Onde andam as ondas que não cessam na sétima...?
Onde estão as andorinhas que tatuei
E só encontro em mim?
Onde vivem as emoções que me despertam?

Gosto de andar sobre a corda bamba
Que ameaça deixar-me cair.
Quero voar alto e descer a pique
Com quem me faça morrer a rir...

Procuro sentir todos os dias
As emoções fortes que me constroem,
Porque alimento-me delas,
Até as que me acrescentam porque me destroem.

Procuro as minhas entranhas na terra que habito
Vou encontrando pessoas bonitas e estranhas
E experiências em forma de mito.
Agradeço tudo o que encontro e que recebo
Mas quero mais. Mereço mais do que sinto.


sábado, 13 de agosto de 2016

Dar e Receber

Recebo das tuas mãos o fruto apetecído
Que antes não te quis roubar...
Era doce e amargo, o fruto proíbido,
Que eu comeria, se provasse,
Como imaginei sem te contar.

Deito-me nos teus olhos
E deixo-me cair pelos teus lábios
Bem desenhados, que ousei analisar...
Antes de seres o sabor que ficou
Na minha boca, depois de te desejar.

Traz-me as tuas mãos que uso-as
No meu corpo sedento de ti, agora.
Descubro-te o pescoço, molho-o,
Mordo-o e arrepio-te de dentro para fora.

Permite-me morrer nos teus braços
Sempre que te matar gerenosamente...
Não deixemos para outro dia os amassos
Que hoje usaremos fugaz e intensamente...

Se te pedir que me tapes a boca com prazer,
Ofereces-me a satisfação que pedi p'ra ter?



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Gastas estão as Asas

Se me perguntares se tenho asas,
Eu respondo-te: "Sim..."
Tenho asas, mas estão guardadas.
Estão magoadas.
Têm falhas.
Foram mal cuidadas.

Se me perguntares se sei voar,
Eu respondo-te... "Voar, eu sei."
Mas as asas que tenho,
Doem-me quando as ergo no ar.
E eu sinto medo de as levantar.

Quando me contas as penas
Com histórias de encantar,
Olha que a mim já não me encantam
Versões penosas do verbo amar.

Mas confesso que, quando
Delicadamente me tocaste na pele,
Arrepiei-me e algo cedeu...

Não sei o que me queres dar,
Mas se queres levar-me a voar,
Não me cortes devagarinho as asas,
Como com carinho ousaram cortar.
Ensina-me a planar.
"Mais que aceitar-te, não te consigo negar..."



E das minhas respostas a ti
Ficas apenas com as aspas,
Palavras vagas,
De um sentir gasto,
Que não sei fazer melhor
Do que me ensinaram nos últimos tempos.



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dança na Sedução



Eu sou isto e o meu corpo é o instrumento que toco melhor. 


Fecho os olhos.

As mãos, as minhas, deslizam-me pelo meu corpo do topo do rosto, pescoço, ombro, peito...
As ancas fazem infinitos simbolos de sedução no balanço horizontal, que te deixam a razão no chão.

Abro os olhos que te fitam e as minhas mãos movem-me o meu cabelo num apanhado que se solta...!

A dois metros da cadeira em que te recostas e contorces, viro-me de costas com os seios premidos na parede fria em que imaginas que me encostas...
É um filme de tela ao vivo.
Seduzo a parede, dura, grande, que se manifesta firme e vertical.
Esta dança é lenta e sensual...
Os meus braços são como longas trepadeiras no branco quase original...
E eu dobro-me, desço e subo...
E tu só me olhas porque ficaste estático, hipnotizado e mudo.
A música ouve-se, sincronizada com a visão, e eu tenho 100% da tua pérfida atenção.

Vou na tua direção...

Voraz no olhar e segura na minha atitude de quem sente prazer em dar-te prazer sob a arte da sedução...
Fico a escassos centímetros da tua respiração.
Com a minha perna toco na tua mão...
Faço uma onda que molha a tua boca no sítio onde fica o meu coração.
E de costas, outra vez, esfrego-me da tua visão.
Tu não me tocas. Não podes...
Eu amarrei-te, antes que quisesses ou soubesses aquilo que sentes agora, com as palavras que não te digo...

A minha cintura é pêndulo que te hipnotiza agora, sob movimentos ondulantes...
E os meus seios descem e sobem...
Podes respirar porque não te tapei a boca. Mas ela não sabe senão estar aberta...
Sento-me no teu colo e recosto-me no teu Ego.
Levanto-me e o meu traseiro nunca mais acaba de sair do teu campo de atenção e...
Ponho-me de gatas e olho-te pelo ombro a ver se respiras com facilidade ou não.
Pareces-me vivo.
Perto de ti, no chão..., sujo e reto, sinto a música na minha mão, lenta, intensa...
E eu saboreio o teu olhar no meu corpo...
É indiscritível a tua expressão de sensação.
Sinto que este momento é uma sobredosagem de...
Chamemos-lhe Tensão.

Ajoelho-me à altura da tua cintura e puxo-te a anca na minha direção e a minha boca anseia tocar-te... Os meus cabelos caem encaracolados sobre ti.
Subo pela tua cadeira e ergo-me de novo na tua frente com a força da minha emoção.
Circulo pela tua posição, à volta da tua vontade, tu que estás sentado no lugar que te compete...
Sento-me na tua frente, ao teu nível e a minha cadeira é melhor que a tua.
Sabes porquê?

Sente-me em cima dela.

Porque eu danço em cima dela... Lentamente.
Quase sem tocar os pés no chão, as pontas dos meus cabelos caidos completam o arco perfeito da semi-circunferência que observas...
E esta é a cadeira que gostavas de ser.
A cadeira onde me levanto com provocação, sem me afastar e que passo a ponta dos meus dedos, fazendo carícias pelas costas que usei para pousar as minhas pernas e ficar invertida de corpo semi-despido pela gravidade... Vulnerável.
Subo a minha perna em cima da cadeira, numa apetecível posição, onde me vês passar a mão pela perna até à coxa, da coxa até às nádegas, subindo... E passando pelo ventre... 


Os teus olhos dizem aos meus o quanto estás quente.

E é assim que te deixo.




terça-feira, 2 de agosto de 2016

Palavras Mudas



Brinco com palavras como se fossem cabelos meus entrelaçados em meus dedos...
Troco-lhes as voltas como se jogasse à apanhada com borboletas...
Pontuo como se jogasse às escondidas com elas e eu fosse invisível.
Invento palavras como se o meu cérebro disparasse originalidade em Parágrafo automático.
Danço para elas, tal como canto com elas, as minhas musas, palavras nuas de preconceito.

Os poemas da minha realidade


Pergunto-me...
Se terei que ir buscar-te sempre
Aos meus poemas...
Sempre que me lembrar e
Tiver curiosidade de saber como
Poderiamos rir juntos.

Perco-me em momentos
Em que
Penso sentimentos
Que
Não sinto
Senão
Em pensamentos
Lentos,
Repetidos,
Imensos,
Dolorosos,
Intensos,
Dormentes,
Viciantes,
À falta de melhor,
Na dura realidade...
Na tua falta de vontade...
E eu espero...
Espero que os meus sonhos
Não façam parte da minha normalidade
Para serem apenas sonhos mudos da minha verdade.


Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Para quem visitar o meu espaço, não se esqueça que o último texto da página foi o primeiro a ser colocado e que entre os primeiros e últimos textos, há sempre uns pelo meio... Digo isto porque quando leio um blog, tento perceber se há algum texto que me agrade, sem deixar que os primeiros, os últimos ou os do meio me repulsem... Aqui, há textos para todos os gostos.