As minhas Personagens...

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sábado, 29 de outubro de 2016

Não é só amor, o fogo que arde.

Quando o silencia gritante da tua ausência abafa o ruído estafante da minha saudade, eu chamo por ti em pensamento, que chamar o teu nome com a minha boca, sabendo que na minha voz o teu nome te leva a minha verdade, é o mesmo que dar o meu tesouro ao bandido, com as mãos estendidas sobre o teu fogo que não é amor, mas ele queima. E arde...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O aveludado das tuas noites

Acho que me deixaste apaixonada
Pelas noites que nos davas
De Lareira, Vinho, Amarrada...
Estas são agora as minhas Chagas...
Eu enrolada naquela manta
Que desenrolavas com o teu fogo...
Só para mim, por mim...

Quantos cheiros me lembram
Os nossos brutos gestos...
Quantas imagens me vêm
De quando me vinha...
Pervertido e perverso,
Poeta avesso... Por onde andas?

Romântico Gótico,
Um tanto Barroco...
As nossas imagens vêm-me à mente...

O veludo vermelho não me larga...
Nem o Sofá nem a música.
Nem o teu cabelo que gostei e puxei...
Ou o teu pescoço que mordi e suguei
Como se te comesse sem faca.
Estas vozes não me deixam...
Estas músicas não me abandonam a mente.
Nem esqueci como é sentir-te
Bem entalado dentro de mim...

Só te abandonei porque insististe,
Senão apenas me tinha afastado
Quando me disseste
Que te apaixonaste por mim.
E eu só me apaixonei pelos nossos momentos.
Eu não poderia permitir entre nós
Tais sentimentos e desfazamentos.

A tua promiscuidade derrete-me...
Quero de novo, mais desse gozo
De alguém que diz asneiras comigo
Com a mesma elegância...

Foda-se...
Apanha-me outra vez...
Fode-me outra vez.
Recorda os meus sentidos
O que a minha mente lhes tenta fazer sentir...
E o que sinto são só arrepios...
Poeta...?













domingo, 23 de outubro de 2016

Estranha, eu.

Eu observo o mundo do topo da minha perspetiva.
Analiso.
Eu absorvo o todo do mundo e transformo e expiro em alegria.
Só assim sou tão feliz. Acreditando que estou de facto feliz.
Se não for alegre o que vejo, assumo que o equilíbrio só existe se existirem opostos.
A minha boa vontade já me trouxe socos na barriga.
Mas continuo a querer abraçar o mundo e a levá-lo pela mão.
Eu escolho pessoas. E torno-as as minhas pessoas.
Defendo-as como se fossem eu.
E quanto mais difíceis e menos atraentes (com falta de amor e repelentes naturais de pessoas), menos eu desisto de as largar.
Eu tenho a esperança de mudar as pessoas. Dobrá-las. E são guerras perdidas, algumas não são?
Eu escolho as minhas pessoas e não as largo.
Magoo-me, caio, levanto-me. Mas deixei uma semente nessas pessoas.
Perdi um pouquinho de mim pelo caminho. Mas no dar nem sempre está o receber. E às vezes recebe-se, mas não do mesmo que damos.
Eu sinto em mim todas as forças para ir avante com as pessoas que escolho.
Nunca passei num sítio sendo indiferente. Nunca fui indiferente na vida de ninguém.
Tenho amor para dar que chega para mim e para os meus todos.
Quando me dão maldade, eu dou calma... e envio amor. Em silêncio.
E mesmo que me dêem ódio... eu quero continuar a dar amor.





Uma Porção de Céu.

És feito da mesma dose de loucura que eu.
Tens a mesma porção da poção que arrasta o mundo
E leva tudo à frente num grito, num segundo!
Lambi-te a cara e respirei-te a alma
E soubeste ao mesmo que eu quando me tomo...
És de uma textura similar e encanta-me fazer amor contigo.

Não esqueço a pele que trinquei.
Não esqueço o sabor que dela provei.
Não esqueço do que olhei...
Enquanto me retribuíste o prazer que a seguir te dei.

Dançamos em cima de cordas...
Contorcemo-nos na areia e
Amassamo-nos nas ondas...
E quando me contas as histórias que escreves
Eu engulo o teu sabor a aventura
Com apetite para te tomar com a loucura
Que me conheces com ternura...

Vamos partir o céu ao meio!
Porque quem decide o meu limite sou eu!
E quem conhece o limite?
Quem conhece o fim do céu?



terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ponto à vida.


Bravo homem que vestes fato e gravata apertada,
És composto de tanta Gloria e não te vales de nada;
O orgulho que sinto sobra para nós dois,
Por favor toma um pouco, deixa as censuras para depois...
Se eu te vejo belo, o que há de mal aí?
Se todos te amamos, porque não gostas de ti?

O teu espelho é distorcido, porque não sentes o que eu senti,
Não corresponde ao refletido, não pode ser o mesmo que eu sempre vi!

És mais do que pensas emanar.
És mais do que aquilo que insistes negar!

Não te devia ter deixado abandonado a ti...
A ti! Tu que não sabes o teu valvor
E não cuidaste do que senti...
Não cuidaste do teu próprio amor...
Porque é que me abandonaste, amigo...?
Sem ti, o meu dia, pouco tem de cor,
É mais cinza que colorido...

Porque é que foste, porque te foste embora?!
Quem te mandou? Quem te disse que tinha chegado a hora?!
Os teus sonhos enublados, porque não os deitaste cá pra fora?!

A tristeza é mais forte que a capacidade de entender...
Nunca te levei a sério quando disseste que longe te querias perder...
És o homem magnífico que qualquer mulher sonha ter...
Não entendo o que não viste em ti, que todos vimos ser...
Um belo Ser.

Porque partiste? Nessa viagem tão negra e longa...?
Não podias apenas viajar ao cimo da terra redonda?

Quando falaste que querias sumir,
Eu não sabia que querias ficar longe de quem te quer ver sorrir...
Eu não sabia que estavas farto de viver e sentir...
Eu não acreditei que irias fugir...
Eu ainda não acredito que nunca mais te vou sentir.


2014





quarta-feira, 5 de outubro de 2016

MEDO

Medo.
Medo do medo.
Porque sentimos medo de sentir medo?
É porque sabemos que sentir medo é desconfortável?
É porque sentir e encarar o medo é saír da nossa zona de conforto?
Talvez.
Sentir medo é similar a sair da zona de conforto.
Observar esse medo é dar uma chance a nós mesmos de o compreendermos.
Se compreendermos o nosso medo, não lhe somos mais chegados e íntimos?
Não é de INTIMIDADE que se faz a CONFIANÇA?
O medo é e existe para ser nosso aliado.
Sem medo seríamos loucos, alienados e lunáticos.
Todos os tipos de medo são alertas, alguns de sobrevivência outros de crescimento!
Não é mau sentir medo, não tenhas vergonha de sentir medo. Tem coragem de senti-lo e observá-lo!
Sempre que o observamos e pensamos de que forma o não sentiremos mais, estamos a lutar e a sair da nossa zona de conforto.
O medo é o gatilho para saíres da TUA ZONA DE CONFORTO.
Seja no sentido mais lato, como os nossos primórdios, para fugir de um animal selvagem, seja porque estás há demasiado tempo numa fase em que não te desenvolves, não te aumentas, não te melhoras.
Não tenhas vergonha de sentir medo, porque se o sentes é porque chegaste a uma altura crucial de tomada de atitude. Junta orgulho ao medo que sentes.
Porque se sentes medo então é sinal de oportunidade de crescimento! É sinal de que estás a sair pisar a linha que contorna a tua zona de conforto! É o cheiro a crescimento.

Eu senti orgulho de cada vez que enfrentei o meu medo, senti-me enorme de cada vez que o superei.
Eu cheguei aqui e sinto medo. Distancio-me da situação e observo porque tenho medo. Porquê? Qual é o desconforto no medo que sinto? Vai às entranhas desse sentimento. Custa, mas cresces.
Sente o medo que sentes. Fala com ele. Encara-o. Torna-te íntimo do teu fantasma que te assombra. Compreeende-o. Vais encontrar-te dentro desse medo que sentes. E vais encontrar uma forma de o deixar de sentir, sem fugir, resolvendo o que te faz sentir o medo.
Não tenhas medo da palavra MEDO.
Porque MEDO, é nosso aliado.
Não sintas medo, sente o medo.

Vontade de nós

Guardámos as vontades durante dias.
Durante dias olhámos as vontades com vontade de ser o dia...
Não foi dia, foi noite, foi quente...
Fomos amantes sem compromissos além de nós mesmos.
Empurraste-me sobre a mesa e prendeste-me os braços na frente para não te ver entrar onde te molhaste... E não chovia naquela noite, a não ser dentro de mim.
Empurraste-te contra mim, dentro de mim e soltaste o ar que eu tinha e não gritei mais porque alguém podia gostar e querer também... E aquela noite era só para nós...!
Gritos estridentes sem som podem ser gemidos contidos e amplificados em contrações saborosas...
E eu gosto das pancadas que tu gostas de me dar no traseiro como se eu te tivesse desconcentrado e desobedecido numa gravidade tal que ficas duro...
Trinco o ar que me tiraste de tantas vezes que me tapaste a boca e me enfiaste o teu desejo pela vontade a dentro... Que agarrei a toalha da mesa onde friccionava os mamilos, com vontade de a rasgar num grito e entornámos a jarra como entornámos os nossos fluídos um sobre o outro... de tanto nos empurrarmos.
Puxas-me o cabelo e dizes que é forte, puxas com mais força, bruto, dizes que gostas de o fazer e sem avisar dás mais uma tacada com a força que me faz escorregar num  L obliquo, ou seja, a barriga e os meus seios contra a tua tesão sobre a mesa da sala...
Ai... E eu mordo o meu braço! Com força! Que isto é intenso demais para eu estar de boca aberta vazia e por ser tão bom quando o enfias e tiras, enfias e tiras e te molho mais...

Sussurras que sou boa... Eu adoro que me fodas e digo-te: fode-me, por favor e tu viras-me de frente, levantas-me a perna e corriges o passo de dança, pegas-me nas duas pernas que te abraçam a cintura para num impulso de mãos bem abertas para me agarrares no rabo redondo e o subires, que a gravidade faz a alternância dos teus movimentos fortes e capazes de me fazer ficar cheia de ti e bem fundo tu em mim... a bater cá no fundo de mim...
Fode-me. Não pares que eu não te quero deixar de sentir...



Maçã agridoce

Se o teu corpo fosse um fruto...
Lavava-te e Descascava-te com carinho...
E se gostasses, com uma dose de Brutalidade, trincava-te até doer...
Lambia-te o sumo agridoce e trincava para engolir e comer...

domingo, 2 de outubro de 2016

«Tu amas-te» Sim.


Apetecia-me dar um grito na rua
Despir-me nesta noite e caminhar nua
Eventualmente agora chamar-me de tua.
Correr, largar a carne e deixar-me crua...
Trazer-me à essência e dançar mais pura,
Mais pura, mais pura...

Sentir o frio leva-me à razão.
Sentir-me mais leva-me ao perdão,
E perdoar traz-me de volta a mão.
A mão que me levanta e me cuida
E me lembra que não sou escuridão.

Escrevo este poema sob as estrelas,
As mesmas que me recordam sequelas
Que me acompanham na vida
E são as mais belas... de mim, viva. Telas...
Aquelas que outrora pintei com cores vazias.
Outrora, de cores cheias que me preenchiam.
E eu admiro-me tanto ainda assim...






Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Para quem visitar o meu espaço, não se esqueça que o último texto da página foi o primeiro a ser colocado e que entre os primeiros e últimos textos, há sempre uns pelo meio... Digo isto porque quando leio um blog, tento perceber se há algum texto que me agrade, sem deixar que os primeiros, os últimos ou os do meio me repulsem... Aqui, há textos para todos os gostos.