As minhas Personagens...

Apesar das várias assinaturas..., as palavras são todas da minha autoria.







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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Marco(-te) em mim.


Marco o início da tua chama...
Em mim.
Marco o teu nome na minha mente,
Com um fim.
Marco o compasso da tua música no meu corpo
Ao som da tua voz para a qual me dispo.
Largo as roupas que me inspiraram a pele
E seduzo o ar que respiro...
Inspiro-te a líbido e expiro lubrificação
E não precisamos gostar das mesmas coisas
Para dançar no mesmo ritmo ao serão.

Bem-vindo ao meu mundo...
Imaginar a tua lígua está a matar-me.
O Depois já não é mais a hora e tu...
Nem imaginas o que me fazias agora.

O que ontem me era morno, hoje está quente
E imagino-te a ter confrontos de prazer...
E por ser poeta não controlo a minha mente...
Danço nua entre a tua ausência e o meu querer.

Não te digo metade da metade do que penso,
Senão não era quem sou
E o que sou não gosto de falar...
No meu olhar vês o que não te conto,
Porque o que sinto, sem querer deixo escapar
E o que sou, eu só gosto de mostrar...

Mas o que sinto é intenso e original...
É imenso e superficial...
É profundo e liberal...
Mas é efémero e não espera pela moral.

Já brindávamos a nós...
Já nos tocávamos a sós.
Quando não sabemos o que esperar
Desconhecemos o que perdemos...
Como a chama que criaste...
Onde foste, que já não a vens apagar?


sábado, 19 de novembro de 2016

Treinar o Músculo

Doeu.
Feriu-se. Lambi-o com carinho.
Caiu algumas vezes.
Partiu-se umas tantas.
Tantas vezes que o apanhei aos bocados...
Algumas partes dele eu acho que já nem as tenho.
Eu já nem me lembro se as achei...
Fartei-me de apanhar-lhe os cacos.
Colei-o com saliva e paciência...
Ficaram as cicatrizes.
Já não sente da mesma forma de forma tão imediata.
Não se deslumbra por encantos imediatos ou demorados.
Não se arrepia tanto, mas também não se magoa tanto.
São os caules da pele que o reveste.
São tatuagens de aprendizagem.
Os corações também se treinam.



terça-feira, 8 de novembro de 2016

Todas as praias já foram rochas em que a água tanto bateu...

E aposto contigo
Que as ondas que gostas de sentir
Não as sentes com outros mares
Porque a tempestade que eu sou
Cria marés vivas de uma intensidade
Que a tua terra treme de me ter em cima
A varrer a tua pele e a fazer espuma...
Para depois me infiltrar nos teus grãos morenos.



Sentir assim esta droga de mim


Quando me drogo de mim mesma
Não cabo em mim de tão veloz!
E se eu pudesse, eu levava o mundo à minha frente!
Há um fogo qualquer dentro do que sou
A querer sair...!
Há chamas no meu olhar, há faíscas nas minhas mãos!
Há motivação na minha alegria,
Há força no meu querer.
Há vontade na minha força
E há fé, na minha pessoa, em vencer.
Venham desafios, porque eu preciso de mais.
Preciso de emocionar-me com mais.
Aprender mais, soar mais, gritar mais!
Viver mais! Doer mais! Cantar mais!
Cair mais.
E só espero que a vida não desista de mim.


...sugestivo, subtil.


...e mentia, se te dissesse que não senti.
quando me tocavas, tão perto, não senti senão aconchego e ria-me por dentro, por saber o que pensavas, naquele momento.
e eu, sim, quase assaltei a tua boca naquela amostra de gozo mútuo... por isso, se estiveres de novo comigo faz-me o favor de me calar. e já na hora, aproveita e sucega-me as mãos de forma que eu não ponha na boca senão o que me deres.
cala-me com a tua língua. amarra-me com mais de ti. mais de ti, entendes?
mostra-me, o que tens escondido e não vi, em ti; o que ocultas com a tua seriedade, tão oposta à minha espontaneidade bruta. camuflas algum momento mais profundo de ti ou és mesmo sempre assim? mostra-me-te. e cala-me.


sábado, 5 de novembro de 2016

Cabeça no Ar & Pés na Terra



Na compostura cuidada
Da sua estatura meio frágil
Dança uma mente perturbada
Por se desenhar tão ágil...

A loucura é o que a mantém tão forte
A sua energia vulcânica atravessa
As outras vidas e esta morte...
E ela dança em bicos de pés, descalça.

Toca no céu todos os dias
Com o sonho de ser mais,
Segue à margem das guias,
Sonha sonhos verticais.


Emigrantes do Coração

A aqueles que estão tão longe que se sentem perto da saudade…
A aqueles que se afastam para ter melhores oportunidades mais perto de si.
A aqueles que partem com pouco em busca de algo mais,
A aqueles que se dividem na esperança de se completarem um pouco mais, no vazio que é a solidão de se afastarem de filhos, irmãos e pais, para ter melhores condições que os demais e outros que tais…
Admiro-vos.
Não interessa se partiste para te conheceres melhor ou se foi para te alimentares de uma fatia de pão maior quando aqui escasseava e tinhas de escolher entre ti e em redor.
Não interessa se partiste porque aqui não te encontravas.
Não interessa se foste porque tens um melhor trabalho.
Eu quero que saibas que te admiro.
Sejas emigrante neste país que é Portugal
Ou emigrante do teu país natural,
Porque eu sei que és emigrante do teu local mais especial, ainda que por vezes digas não querer voltar ao teu lar original.

Conheces como é sentir Amor à distância…
E eu admiro-te.
Porque…
Imagino como seja à noite, quando antes estavas com eles no quente do vosso partilhar…
Num sofá, de chá, um cobertor e a partilhar…
Imagino o vazio de não conversar, de querer e não estar, de ouvir mas não ver falar…

Comprendo…
A língua que não é a tua, torna-se às vezes ruído…
E este silêncio que preenches com TV e Internet não mais é necessário senão pelo vazio que tens vivido…
A tecnologia que aproxima e tenta fazer sentido mas não é capaz de substituir quem não está ao alcance do teu corpo ressentido.

Eu admiro-te, pessoa emigrante, que emigraste do teu coração.
Porque eu imagino-te a chegar a casa sem o calor da receção, seja do gato, do cão, do primo, da avó, avô ou irmão.
Imagino-te a comer a sós contigo, não digamos sozinho, mas contigo…
A ver uma série, um filme e notícias afastadas da tua verdade e a pensar no que te impede de voltar e no que te move a ficar. É a contradição dolorosa de não estar.


Rir sozinho de algo que aconteceu quando ninguém viu e quiseste partilhar.
Eu admiro-te. Admiro a tua força. Todos os dias.

Não sei qual o teu credo, mas tens fé, pois Fé é Esperança e faz parte do Ser Humano e se estás onde estás, é a batalha que se traçou para ti.
Se estás onde estás, só tens que ter Esperança. 


Dezembro, 2015



Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Para quem visitar o meu espaço, não se esqueça que o último texto da página foi o primeiro a ser colocado e que entre os primeiros e últimos textos, há sempre uns pelo meio... Digo isto porque quando leio um blog, tento perceber se há algum texto que me agrade, sem deixar que os primeiros, os últimos ou os do meio me repulsem... Aqui, há textos para todos os gostos.